quarta-feira, 8 de abril de 2015

1. Do Texto ao Hipertexto


 A palavra “texto” tem origem de “textum”, a qual significa tecido ou entrelaçamento. Na Web o texto é uma tessitura informativa formada por um conjunto de blocos informativos ligados através de hiperligações (links), ou seja, num hipertexto.

A palavra hipertexto, foi utilizada pela primeira vez nos anos 60 por Theodor Nelson, que a definiu como um texto com várias opções de leitura que permite ao leitor efetuar uma escolha.

Com o tempo esta definição inicial de Nelson foi atualizada por vários autores:

Conklin (1987) o define como um conjunto de documentos ligados a objetos de uma base de dados através de ligações ativadas por um mouse e apresentados numa tela.

Lévy (1993) define texto modular como um conjunto de nós (palavras, páginas, imagens, gráficos, etc.) ligados por hiperligações, permitindo ao leitor desenhar o seu próprio percurso de leitura dentro de uma rede mais ou menos complexa.

Nielsen (1995) define a hipertextualidade como a possibilidade de usar uma hiperligação para ligar dois nós informativos, normalmente o nó âncora ao nó de destino. Ele destaca a ideia da não sequencialidade do hipertexto e a liberdade de navegação oferecida ao leitor.

Landow (1995) reforça esta ideia de fragmentação do texto e as diversas possibilidades de leitura oferecidas, mas alerta para a ameaça do texto se transformar num caos.

Codina (2003) apoia a não sequencialidade de um hiperdocumento, mas introduz a necessidade de uma certa composição interna, embora os seus elementos constituintes possam não ser homogéneos.

Salaverría (2005) afirma que hipertexto resulta da aplicação da hipertextualidade e define-a como a capacidade de ligar textos digitais entre si.

Moraes e Jorge (2011), definem o hipertexto como um modo de organização textual cuja função é unir sentidos contextual dos blocos informativos.

Embora se insista na importância da não sequencialidade do hipertexto para possibilitar diferentes itinerários de leitura, defende-se que cada bloco informativo tente ajudar o leitor a situá-lo no contexto temático e na macroestrutura do documento.

Por fim, passados mais de 50 anos a forma mais simples de definir hipertexto ainda é a de Theodor  Nelson. Lembrando que de uma forma mais ou menos complexa, as definições incluem sempre dois elementos nucleares: nós e links, ou seja, blocos informativos e hiperligações.

 

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