quarta-feira, 8 de abril de 2015

5.1 Definição de interatividade

            Podemos compreender interatividade como uma capacidade gradual que o meio de comunicação entrega aos utilizadores, dando-os um poder maior tanto na interatividade seletiva (menus, índices, tags, etc.), quanto interatividade comunicativa (comentários, avaliações, etc.).
            Se fala de capacidade gradual pois há vários graus de interatividade, tanto da seletiva quanto da comunicativa, pois há meios que oferecem boas alternativas de interatividades seletivas e comunicativas, ou apenas uma, ou em alguns casos, alternativas interativas escassas.
            Embora a interatividade transfira poder ao utilizador, ainda não temos uma “total interatividade”, vista por alguns como uma utopia, algo que dificilmente irá existir, o motivo disso tudo é o interesse das redações, desde moderar comentários e excluir os mais ofensivos, até abrir participação em alguns conteúdos e a outros não, além de muitas vezes obedecer aos interesses de grandes empresas.
            Henry Jenkins, considerado por muitos como “um dos pesquisadores da mídia mais influentes da atualidade”, afirma, no que se refere a participação nas indústrias culturais convergentes: “Nem todos os participantes são criadores iguais. As corporações, e inclusivamente os indivíduos dentro dos meios corporativos, exercem todavia um poder superior ao de qualquer consumidor individual ou mesmo ao do conjunto de consumidores. E alguns consumidores possuem maiores capacidades do que outros para participar nesta cultura emergente”, diz o pesquisador.

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